Análise FOFA: o mesmo que SWOT, em português

Resumo para quem tem pressa

  • FOFA é o mesmo que SWOT em português: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.
  • As letras vêm de palavras em inglês: Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats.
  • Forças e fraquezas vivem no ambiente interno. Oportunidades e ameaças, no externo.
  • A sigla original, criada por Albert Humphrey nos anos 1960, era SOFT.
  • O glossário do fim serve de apoio na sessão com o cliente.

A análise FOFA é o mesmo que a SWOT, só que em português. FOFA quer dizer Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. O quadro, a lógica e o uso são idênticos aos da matriz SWOT; muda apenas o idioma da sigla.

Se o cliente pergunta “mas isso não é SWOT?”, a resposta curta é essa: são nomes para a mesma ferramenta. Este post vale pelo que fica de fora da definição: o que cada letra significa de fato, por que a ordem das letras muda e como explicar tudo isso sem enrolar.

Se você ainda não domina o método por inteiro, o pilar do cluster, análise SWOT pessoal: como fazer a sua, mostra cada quadrante preenchido do começo ao fim. Aqui o assunto é a terminologia, a parte que confunde mais do que deveria.

Análise FOFA: o mesmo que SWOT, em português

O que é análise FOFA

FOFA é a tradução para o português do acrônimo inglês SWOT. Cada letra corresponde a uma palavra, e a correspondência é direta:

LetraInglêsPortuguês
SStrengthsForças
WWeaknessesFraquezas
OOpportunitiesOportunidades
TThreatsAmeaças

A ferramenta organiza o que ajuda e o que atrapalha um objetivo em quatro quadrantes. Dois deles vêm de dentro da pessoa. Dois vêm de fora. A leitura dos quatro juntos vira um retrato honesto da situação antes de decidir o próximo passo.

Isso vale para uma empresa, um projeto ou uma carreira. No coaching, ela vira a análise FOFA pessoal: o quadro que o próprio cliente preenche sobre si mesmo, e que o profissional usa como ponto de partida da conversa.

Por que a ordem das letras muda (e confunde)

A ordem das letras é o primeiro ponto que gera dúvida. Em inglês, SWOT segue S-W-O-T: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Em português, a sigla FOFA reordena para F-O-F-A: forças, oportunidades, fraquezas e ameaças.

Traduziu-se com as palavras na ordem em que soavam melhor, não na ordem do original. O resultado é prático, mas engana: quem aprendeu que a matriz começa com forças e depois fraquezas olha para FOFA e vê fraqueza pulando para o fim. Não é erro. É só a ordem da sigla em português.

Você também vai trombar com FFOA, que é a tradução palavra por palavra da ordem inglesa. Mesma matriz. Três nomes, um quadro só.

Quando o cliente repara nisso, dê o mapa de uma vez: SWOT e FOFA e FFOA são a mesma ferramenta, a diferença é só a ordem das letras na sigla.

Forças e fraquezas são o ambiente interno

Forças e fraquezas vêm de dentro da pessoa. São características, competências, recursos e hábitos que ela carrega consigo, no presente.

Força é o que favorece o objetivo. Comunicação clara, uma rede forte, disciplina de estudo, um cargo que abre portas. Fraqueza é o que atrapalha. Procrastinação numa entrega, falta de inglês, pouca rede no nicho que quer entrar.

Leia também:  Como alcançar objetivos profissionais

A regra prática para separar interno de externo: se está sob controle da pessoa mudar aquilo, é interno. Se depende do comportamento dos outros ou do mercado, não é interno, e você verá por quê.

Oportunidades e ameaças são o ambiente externo

Oportunidades e ameaças vêm de fora. Não dependem da vontade de quem preenche a matriz, mas a pessoa pode aproveitar umas e se proteger de outras.

Oportunidade é um fator externo favorável. Uma vaga que abriu, uma tendência de mercado, um curso que vai começar na data certa. Ameaça é um fator externo desfavorável. Um concorrente forte, uma mudança de regra, uma crise no setor.

A diferença brutal entre os dois pares: você não controla o externo, só reage a ele. Por isso a matriz pede que o cliente separe o que é dele do que é do ambiente. Quem mistura os quatro quadrantes entrega um retrato que não serve para decidir.

Se quiser ver as duas metades em ação juntas, o post com SWOT pessoal: 3 exemplos resolvidos mostra o ambiente interno e o externo preenchidos e cruzados, da matriz à primeira ação. E a matriz SWOT pessoal em PDF entrega a folha em branco, pronta para o cliente preencher na sessão.

Glossário para usar na sessão

O quadro abaixo reúne os termos e a pergunta que abre cada quadrante. Ele é a peça central deste post: copie, leve para a sessão e use como roteiro quando o cliente travar numa letra.

TermoO que éPergunta que abre
ForçasFatores internos que ajudam o objetivo“O que em você favorece chegar lá?”
FraquezasFatores internos que atrapalham o objetivo“O que em você atrapalha chegar lá?”
OportunidadesFatores externos favoráveis“O que aí fora favorece você?”
AmeaçasFatores externos desfavoráveis“O que aí fora atrapalha você?”
Ambiente internoForças + fraquezas (o que é da pessoa)“O que você controla?”
Ambiente externoOportunidades + ameaças (o que é do mercado)“O que você não controla?”

A pergunta de cada quadrante é o começo do trabalho. Quando ela vem antes do exemplo, o cliente consegue preencher sozinho e o papel vira mapa, não exercício.

A origem: SOFT vira SWOT

A história do nome ajuda a fixar o conceito, então vai ela curta. O método nasceu numa pesquisa liderada por Albert Humphrey no Stanford Research Institute, entre as décadas de 1960 e 1970, com empresas da lista Fortune 500.

A sigla original não era SWOT, e sim SOFT: Satisfactory (bom no presente), Opportunity (bom no futuro), Fault (ruim no presente) e Threat (ruim no futuro). Foi só depois que SOFT virou SWOT, com o nome em inglês que conhecemos.

Décadas depois, o método virou alvo de crítica séria. Em 1997, Terry Hill e Roy Westbrook publicaram na Long Range Planning o artigo SWOT analysis: it’s time for a product recall. Eles acompanharam o uso da ferramenta em mais de vinte empresas e acharam listas de dezenas de fatores genéricos; em só três casos o resultado virou decisão.

A conclusão para o coaching é direta: a análise FOFA não falha por ser ruim, falha quando vira lista de clichês no lugar de escolha. O que separa as duas coisas é a conversa depois da matriz, não o desenho em si.

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O que isso significa para você

Quem domina o nome FOFA e sabe explicar SWOT em português ganha duas coisas na prática. Primeiro, autoridade: você para de hesitar quando o cliente usa os dois termos no mesmo parágrafo. Segundo, foco: saber que o valor está no que vem depois da matriz, e não na matriz.

A SWOT pessoal está entre as ferramentas de sessão da SistemizeCoach, preenchida pelo cliente e devolvida ao profissional antes do encontro. Com os quatro quadrantes separados e a leitura lida antes, a sessão começa do que importa: onde aquilo aparece na rotina do cliente.

Na prática, com o cliente

Prefira trabalhar com o termo que o seu cliente usa. Se ele fala FOFA, use FOFA. Se fala SWOT, use SWOT. O nome é a porta de entrada; o método é a sala. Insistir no nome certo quando o cliente já tem um funciona contra você.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre análise FOFA e SWOT?

Nenhuma. FOFA é o nome em português para a análise SWOT: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. São a mesma ferramenta, com a sigla traduzida.

O que significa a sigla FOFA?

FOFA significa Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. Correspondem, em inglês, a Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats, que formam a sigla SWOT.

Forças e fraquezas são fatores internos ou externos?

Internos. Forças e fraquezas vêm da própria pessoa, como competências, recursos e hábitos. Oportunidades e ameaças são fatores externos, vindos do mercado ou do ambiente.

Por que FOFA e SWOT têm ordens de letras diferentes?

A sigla SWOT segue a ordem inglesa: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. A FOFA reordena para forças, oportunidades, fraquezas e ameaças. É só a ordem da sigla em português; a matriz é a mesma.

A análise FOFA serve para uso pessoal?

Sim. Na análise FOFA pessoal, o próprio cliente preenche os quatro quadrantes sobre si mesmo e o profissional usa o resultado na conversa, para decidir o próximo passo de carreira ou de vida.

O glossário está aí em cima, pronto para a próxima sessão

FOFA e SWOT são a mesma ferramenta, e a confusão de nome não deveria roubar tempo de ninguém. Copie a tabela de glossário, leve para a sessão e deixe o cliente falar. O quadro organiza; a conversa decide.

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