Como ajudar o coachee a se desprender e evoluir

Quando alguém decide passar por um processo de coaching para sair de um estado atual insatisfatório e atingir o seu estado desejado, é preciso retirar alguns obstáculos do seu caminho.

Problemas como receios e autojulgamentos podem influenciar negativamente na evolução do indivíduo durante as sessões com o seu coach e devem ser minimizados.

Quando menores forem as travas mentais do coachee, mais fluido será o seu processo de evolução durante o coaching e maiores serão as suas chances de colher resultados de longo prazo.

Por isso, é de extrema importância que o coach avalie essas questões junto com o seu coachee e o ajude a se desprender dessas amarras, principalmente nas primeiras sessões.

Fatores desencadeadores de autojulgamentos

Diversos fatores podem colaborar para o aparecimento de autojulgamentos, receios ou medos paralisantes. Alguns surgem na infância e perduram até a fase adulta, outros são adquiridos em determinadas circunstâncias em qualquer fase da vida.

De qualquer forma, é possível libertar o coachee dessas questões que o deixam travado e que atrapalham o andamento do seu processo de coaching e da sua evolução.

As fontes mais comuns para essas questões são:

Timidez

Indivíduos muito tímidos costumam apresentar receios intensos desde crianças e não se sentem à vontade com pessoas desconhecidas ou em grupos grandes.

Para essas pessoas, a dificuldade em se livrar das suas próprias amarras é maior, por conta de a timidez ser um traço da sua personalidade.

Quem é tímido faz autojulgamentos negativos com facilidade e acredita que toda as pessoas a sua volta também estão julgando os seus comportamentos e a sua forma de ser.

É importante ajudar o coachee a entender que a sua timidez não precisa ser transformada em extroversão e que não deve haver mudanças bruscas na sua essência.

Porém, se a timidez for controlada, ela não será um fator de bloqueio de novas atitudes. O importante é ter em mente que é preciso deixar a timidez de lado em certos momento e priorizar o comportamento que o levará até o seu estado desejado.

Crenças limitantes

As crenças limitantes são elementos amplamente discutidos no coaching por causa das suas implicações durante o processo.

Todos nós temos crenças limitantes, mas algumas delas podem ter papel significativo no nosso processo de evolução rumo ao estado desejado.

As crenças mais comuns são aquelas relativas às capacidades de mudança. Um bom exemplo é o pensar que não conseguiremos cumprir uma meta pelo fato de não termos cumprido algo semelhante em algum momento importante.

Um momento difícil, um trauma ou o fato de pessoas próximas falarem algo negativo são os principais causadores das crenças limitantes. Como não podemos evitar certas situações, é importante aprender a lidar com elas sem deixar o pessimismo formar modelos mentais que podem nos limitar.

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O coach deve auxiliar o seu coachee a entender quais são as suas crenças limitantes, qual a sua origem e como elas influenciam no processo de ação ou decisão.

Dessa forma, fica mais simples eliminar tais crenças e ter maior clareza quanto a sua própria realidade e sobre o que deve ser feito para conquistar o estado desejado.

Julgamentos de terceiros

É mais difícil viver livre de receios, medo de falhar ou desagradar alguém quando há pessoas nos julgando a todo momento. Principalmente quando são pessoas próximas, em quem confiamos.

Há pessoas que sofrem com críticas desde a infância, quando os pais, na ânsia de educar, corrigem usando métodos negativos. Outros passam por períodos conturbados com chefes e colegas de trabalho. Também há casos de relacionamentos amorosos tóxicos cheios de dedos na cara.

O coachee deve entender que os julgamentos feitos por outras pessoas, mesmo vindos de quem o conhece há muito tempo, não refletem a realidade necessariamente. E, caso tenham alguma verdade, ninguém precisa viver preso às suas fraquezas, é preciso que ele permita se libertar para atingir os objetivos.

É necessário, também, deixar claro que não há sentido em usar a desaprovação dos outros como desculpa para não agir de acordo com os seus sonhos.

Insegurança

A insegurança acontece pelo fato de não nos sentirmos capazes de realizar algo, por acreditarmos que faltam as qualidades necessárias, por não haver muitos recursos financeiros ou por acharmos que outras pessoas farão melhor o nosso papel.

Assim como acontece no caso da timidez, o indivíduo inseguro pode ter esse traço na sua personalidade desde a infância. Nesse caso, o processo de reduzir a sua insegurança é mais demorado porque é algo mais enraizado.

Mas, mesmo assim, o coach pode ajudar o seu coachee a ter atitudes com segurança, auxiliando-o a encontrar as suas forças que o impulsionarão a agir de forma diferente.

Ter comportamentos mais seguros, sem receios, “pé atrás” ou medos de perder algo para outra pessoa, são atitudes que pode ser treinadas e trabalhadas durante todas as sessões do processo de coaching. O coach pode usar algumas técnicas de perguntas poderosas e também estimular o coachee a cumprir tarefas semanais.

Fazer com que o coachee experimente os bons resultados de pequenas ações semanais certamente o ajudará a ter mais confiança em si mesmos nos próximos passos.

Baixa autoestima

O coachee que enfrenta dificuldades em autoestima tende a alimentar seus receios com base nos seus pontos fracos.

A baixa autoestima resulta da distorção ou da miopia em relação aos pontos fortes do indivíduo. Outro fator que colabora com a percepção de autoestima é a visão maximizada sobre as suas fragilidades.

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Ou seja, o coachee com autoestima reduzida tende a não enxergar muito bem as suas qualidades e acreditar que os seus defeitos são maiores do que os das outras pessoas.

Então, esse indivíduo alimenta seus autojulgamentos, muitas vezes, tóxicos, com base no seu modo distorcido de enxergar a si mesmo. Por isso, é extremamente importante a aplicação de técnicas e ferramentas de coaching para um melhor autoconhecimento, despertando o coachee para os seus talentos e habilidades.

Excesso de autocrítica

As pessoas que costumam ter uma avaliação muito exigente de si mesmas, possuem uma forte tendência ao autojulgamento focado nos seus pontos fracos.

Quanto mais críticas um coachee faz sobre ele mesmo, mais ele alimenta seus receios, colocando em segundo plano os seus pontos positivos. Por isso, é preciso mudar o foco desse cliente, fazendo com que ele trabalhe com o que possui de melhor.

As autocríticas podem ser favoráveis em alguns momentos, para que se reduza as fraquezas que atrapalham a sua evolução. Mas é preciso lembrar que elas não são o foco e que os autojulgamentos em excesso podem provocar efeitos colaterais como revolta, raiva, crença na incapacidade, medo, decepção e outros fatores que poderiam prejudicar a fluidez do processo de coaching.

 

Alguns fatores que fazem aumentar os receios e autojulgamentos dos coachees são semelhantes, porém é preciso identificar exatamente a fonte deles para que se ajude o coachee a fazer o desprendimento de forma mais própria para a sua personalidade ou realidade.

O uso de técnicas e ferramentas de autoconhecimento e motivação também é importante para ajudar no diagnóstico do problema e na busca das informações que farão o coachee se sentir mais capaz de agir, sem ser travado por seus receios e julgamentos, muitas vezes equivocados.

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