É possível ser coach e manter uma carreira paralela?

Hoje nós vemos centenas de pessoas que vem encontrando o seu chamado de vida através do trabalho como coach, especialmente após a vivência de treinamentos e formações em coaching.

Porém este efeito de debandagem das carreiras atuais acaba colocando sobre alguns coaches a pressão de fazer uma carreira de coach em tempo integral, tendo que deixar uma carreira que muitas pessoas não desgostam.

É possível ter uma carreira de coach profissional em paralelo? O coach precisa atuar em tempo integral?

Estas são algumas das respostas que você encontrará neste artigo, onde vamos discutir um pouco a direção que a carreira de coach tem trazido para a carreira de muitos profissionais.

Uma nova vocação

Não há dúvida de que o coaching é uma ciência muito cativante. Grande parte desta atratividade que o coaching gera se dá justamente pelo seu modelo de aprendizado facilitado e rápido, com o uso de forte impacto emocional no ensino, que se replica na prática. Para muitas pessoas este encantamento e magia vai muito além de um novo conhecimento, e se mostra como uma nova carreira.

Inclusive as escolas de coaching estão bastante direcionadas em fazer a entrega de cursos com cunho vivencial e vendendo a ideia de uma carreira de coach muito próspera, inclusive com a promessa de altos rendimentos. Um prato cheio para um profissional que se veja num cenário de insatisfação profissional.

Mas este é o perfil de decisão fácil de ser tomada: “Não estou feliz com o plano A, vou seguir com o plano B!”.

Agora, existem coaches, visto que são pessoas que passaram por uma formação, que estão satisfeitas com a sua carreira atual, e também gostariam de trilhar a jornada de atender profissionalmente em coaching. Será possível essa poligamia de carreira?

A grande pergunta é: porque não?

O fato é que acabamos cruzando com uma crença de mercado, que nos diz que precisamos seguir uma única carreira, e a escolha por seguir a carreira de coach seria na verdade uma renúncia da carreira atual – E não precisa ser assim!

Um coach pode trabalhar numa carreira consistente dentro de uma organização, e também administrar uma carreira de coach em seu tempo livre – desde que consiga conciliar com a carga de ambas carreiras.

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Então não deveria existir pressão para um lado ou outro, mas apenas a liberdade de seguir o caminho que quiser, e se for um caminho duplo: que seja.

Inclusive o caminho duplo pode ser uma direção muito inteligente, afinal o coach recém-formado tende a sofrer da mesma crise que boa parte dos médicos recém-formados vivem: consultório montado na empolgação – dia 1: “Onde estão os clientes?”.

A carreira de coach envolve a necessidade de se estruturar em um modelo de gestão de negócios, e é preciso pensar em muito mais do que o coaching em si, mas todas as tarefas de um empresário, como marketing e divulgação, atração de clientes, vendas e tudo mais.

Então é um caminho que precisa ser pensado e estruturado – e se a transição puder ser administrada no tempo livre, pode-se estar a frente do melhor modelo. (Inclusive é muito comum que os coaches iniciantes consiga seus primeiros clientes dentre os colegas de trabalho atuais).

Existem coaches e coaches

Toda esta reflexão nos leva a realmente pensar no que leva um profissional a ter uma carreira de coach de sucesso – afinal, teoricamente, quanto mais prática, melhor o seu trabalho.

Mas será que o dia inteiro livre é realmente uma oportunidade para atender mais? O coach consegue realmente ocupar um dia todo de atendimentos e se tornar um coach de agenda lotada, tendo todo o tempo do mundo livre?

Convenhamos que o sucesso não depende realmente de quanto tempo você tem livre para atuar na sua carreira de coach, mas sim do uso do tempo que se tem livre.

Se você for um coach formado, tem uma carreira estabelecida, e pode dedicar uma a duas horas por dia na sua carreira de coach, este pode ser o melhor cenário para um início próspero.

Imagine que, com duas horas diárias, é possível trabalhar o seu marketing como marca de coaching e variar a aplicação deste tempo com atendimentos em seu tempo livre diário.

Duas horas diárias são 10 horas semanais – que somam 40 horas por mês, em 6 meses você garantiria 240 horas dedicadas ao coaching, e com uma ocupação de 20% deste tempo com atendimentos em coaching você já seria um coach com 50 horas de atendimento – muito mais que grande parte dos coaches iniciantes.

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Isso sim lhe permitiria reavaliar a sua carreira e tomar uma decisão mais assertiva sobre realmente transformar o seu plano B em plano A, ou simplesmente continuar no mesmo caminho.

Com isso nós podemos realmente pensar quem são os coaches que estão planejando uma transição segura para a carreira de coach, e quem são aqueles que estão simplesmente usando o coaching como uma muleta de fuga para uma carreira da qual talvez não se sintam realizados.

O problema não é trocar de carreira – o problema está na imaturidade de perceber que, quando se começa uma nova jornada, se começa do primeiro passo, e o seu histórico não necessariamente garante o sucesso.

Então começar no coaching como uma carreira paralela é realmente uma jogada esperta, e inclusive vale muito a pena usar e abusar do autocoaching, e aplicar para si as mesmas ferramentas que se aprendeu na formação.

Onde estão suas metas SMART, coach? Sua roda da vida? Seu roadplan? A carreira de coach deve começar com um primeiro cliente: você mesmo!

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